Entre os casos mais curiosos, está a reação da torcida italiana em Ímola, em 1983, que comemorou o abandono de Riccardo Patrese para favorecer a vitória de uma Ferrari. Outro exemplo é o lendário Tyrrell P34, carro com seis rodas que chegou a vencer corridas na década de 1970 antes de ser proibido por regulamento.
A categoria também já viveu uma greve de pilotos em 1982, liderada por Niki Lauda, que quase impediu a abertura da temporada na África do Sul. Em 1997, um fato raríssimo marcou a decisão do título: Michael Schumacher, Jacques Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen registraram exatamente o mesmo tempo na classificação em Jerez.
Outros episódios reforçam o caráter imprevisível da F1, como a vitória de Vittorio Brambilla, que bateu o carro logo após cruzar a linha de chegada, e o caso inusitado de Taki Inoue, atropelado pelo próprio safety car ao tentar conter um incêndio em seu carro.
Por fim, a corrida de Indianápolis em 2005 entrou para a história ao ser disputada com apenas seis carros no grid, após equipes com pneus Michelin se retirarem por questões de segurança, resultando em uma prova atípica e amplamente criticada.
Casos como esses ajudam a explicar por que, mesmo após décadas, a Fórmula 1 segue acumulando histórias improváveis e mantendo seu caráter imprevisível dentro e fora das pistas.